Comemoração do título do Fla acirra ânimo de pré-candidatos a prefeito no Vilela

O trio da discórdia
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Parecem coisas muito distantes. Mas não foi. O título do Flamengo, em Lima, acirrou definitivamente a disputa eleitoral em Ilhéus. Correligionários do ex-vice-prefeito Cacá Colchões, pré-candidato a prefeito em 2020, iniciaram pelas redes sociais um intenso debate com os correligionários do prefeito Mário Alexandre - candidato à reeleição - depois que homens da Polícia Militar impediram que um trio elétrico patrocinado por Cacá comemorasse a vitória do Flamengo.

O fato ocorreu no bairro Teotônio Vilela, zona oeste da cidade. O grupo de Cacá atribui o impedimento à uma ação bancada pelo grupo do prefeito. Correligionários de Marão negam a interferência. "Nós ouvimos isso de um policial militar que estava na operação", rebate um aliado do pepista, durante gravação de vídeo da operação. A PM não se pronunciou sobre a medida. 

Nem Cacá nem Mário Alexandre também falaram publicamente sobre o incidente. Mais próximo ao prefeito, o secretário Mauro Alves negou que a decisão policial tenha tido a interferência governamental. Integrantes da rede social favoráveis ao prefeito questionam se o trio elétrico tinha autorização ambiental para circular. Também se havia autorização da polícia para circular à noite no bairro.

Por outro lado, aliados de Cacá afirmam que o que ocorreu no Vilela, não foi mais do que já estaria ocorrendo por todo o País, com torcedores comemorando a vitória rubro-negra, o que não justificaria o impedimento. Cacá, de fato, era o mais animado em cima do trio. Com microfone na mão não dizia nada sobre candidatura. Mas se mostrava cheio de energia para o ano que vem.